INDT formaliza contrato do projeto Amazônia Verde durante Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia

Iniciativa liderada pelo instituto vai ampliar a conectividade e promover inclusão digital em comunidades ribeirinhas da Amazônia

INDT formaliza contrato do projeto Amazônia Verde durante Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia
Foto: Divulgação/INDT

O Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) marcou presença no II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, realizado no dia 23 de junho, na sede da ApexBrasil, em Brasília, ocasião em que formalizou o contrato para a execução do projeto Amazônia Verde, iniciativa voltada à expansão da conectividade, inclusão digital e desenvolvimento sustentável em comunidades da Amazônia.

Representando o instituto, o diretor executivo Geraldo Feitoza participou da programação do evento, que reuniu representantes do governo brasileiro, da União Europeia e de organizações internacionais para discutir investimentos estratégicos voltados ao desenvolvimento sustentável e à inovação.

Projeto une tecnologia, sustentabilidade e inclusão social

Lançado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30), o projeto Amazônia Verde é liderado pelo INDT em parceria com a Nokia, CPQD, Hispasat e Ozônio, contando ainda com o apoio do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia e financiamento da União Europeia, por meio da estratégia Global Gateway.

A proposta busca utilizar a tecnologia como ferramenta de transformação social, levando internet de alta qualidade, serviços digitais e soluções sustentáveis para comunidades ribeirinhas da Amazônia.

Cinco pilares estratégicos

O projeto está estruturado em cinco eixos principais:

  • Conectividade: implantação de internet 4G em comunidades remotas, utilizando energia proveniente de fontes renováveis;

  • Inclusão digital: acesso a serviços públicos digitais, programas sociais e plataformas de ensino on-line;

  • Empoderamento econômico: criação de oportunidades para comercialização de produtos e serviços das comunidades beneficiadas;

  • Sustentabilidade: incentivo à preservação ambiental, educação ambiental e utilização de tecnologias de prevenção a incêndios florestais;

  • Saúde e bem-estar: fortalecimento da atenção básica por meio da capacitação de agentes comunitários e ampliação dos serviços de telemedicina.

Primeira fase atenderá comunidades do Baixo Rio Negro

A etapa inicial do Amazônia Verde beneficiará seis comunidades localizadas no Baixo Rio Negro, em áreas rurais e ribeirinhas próximas a Manaus:

  • Costa das Araras;

  • Bela Vista do Jaraqui;

  • São Francisco do Igarapé do Chita;

  • Três Unidos do Kambeba (comunidade indígena);

  • Comunidade do Pagodão;

  • Comunidade Monte Sinai.

Segundo o diretor executivo do INDT, Geraldo Feitoza, o projeto demonstra como a cooperação entre instituições públicas, empresas de tecnologia e organismos internacionais pode gerar impactos positivos para a população amazônica.

"O Amazônia Verde é a prova de que grandes desafios exigem grandes alianças. A união entre instituições brasileiras, empresas de tecnologia, organismos internacionais e a União Europeia mostra que a inovação pode ser uma poderosa ferramenta de desenvolvimento sustentável. Para o INDT, é uma honra liderar uma iniciativa que coloca a Amazônia no centro das discussões globais sobre inclusão digital, preservação ambiental e desenvolvimento humano", destacou.

Investimentos internacionais fortalecem projetos para a Amazônia

Durante o II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, o Comissário Europeu para as Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, anunciou investimentos superiores a 135 milhões de euros destinados a quatro projetos estratégicos no Brasil voltados à conectividade digital, transição energética e proteção da Amazônia. Entre as iniciativas contempladas está o projeto Amazônia Verde.

Tecnologia como ferramenta de transformação social

Projetos como o Amazônia Verde demonstram o potencial da inovação para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades em regiões de difícil acesso. Ao integrar conectividade, sustentabilidade, inclusão digital e fortalecimento dos serviços públicos, a iniciativa contribui para melhorar a qualidade de vida das comunidades amazônicas e evidencia a importância da cooperação entre instituições nacionais e internacionais na construção de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável da região.

Texto: Suanny Nogueira